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Como fazer um bom prompt: guia com exemplos de antes e depois

Explique a tarefa, forneça o contexto e defina como quer receber a resposta. Este guia apresenta seis partes de um prompt, exemplos de antes e depois para trabalho, estudo, direito, dieta, marketing e código, e um modelo para adaptar ao seu caso.

Por Equipe Os Melhores Prompts24 min de leitura

O que faz um prompt ser bom

A IA não sabe quem você é, para quem está escrevendo nem o que aconteceu antes de você abrir a conversa. Mesmo quando o app tem memória ou arquivos conectados, não presuma que ela tenha o contexto de que esta tarefa precisa: escreva o que importa. Quando o pedido é vago, ela preenche as lacunas com o caminho mais provável, e o caminho mais provável é a resposta genérica, que serviria para qualquer pessoa.

Por isso, a qualidade de um prompt está na informação que ele carrega. Um bom prompt responde por escrito, logo de saída, às perguntas que um profissional faria antes de começar o trabalho.

Um teste simples ajuda a calibrar: o teste do estagiário de primeiro dia. Imagine entregar o seu prompt, sem nenhuma explicação extra, para um estagiário muito competente que chegou hoje na empresa. Ele conseguiria fazer o trabalho do jeito que você quer sem voltar com perguntas? Se a resposta for não, falta alguma coisa no texto, e é exatamente nesse ponto que a IA vai tropeçar.

Isso vale para o ChatGPT, o Claude, o Gemini, o Copilot ou qualquer outro assistente. Os modelos mudam a cada poucos meses; o que torna um briefing claro continua o mesmo.

A estrutura de um bom prompt: os 6 blocos

Quase todo prompt bem feito tem até seis blocos. Para lembrar, pense nas seis perguntas que um bom profissional faria antes de aceitar uma tarefa:

  1. Papel: quem a IA deve ser nesta tarefa?
  2. Contexto: o que ela precisa saber sobre você, o público e a situação?
  3. Tarefa: o que exatamente deve ser feito?
  4. Formato: como a resposta deve chegar?
  5. Restrições: o que ela não pode fazer e quais limites deve respeitar?
  6. Exemplos: como é um resultado bom, na prática?

1. Papel: quem a IA deve ser

Dizer “você é advogado trabalhista com experiência em contencioso” ou “você é professor de cursinho que prepara alunos para o ENEM” muda o vocabulário, o nível de detalhe e o que a IA considera importante.

O papel rende mais quando vem com um jeito de trabalhar. “Você é um editor que corta enchimento e coloca o pedido nas duas primeiras linhas” diz muito mais do que “você é um especialista em escrita”. Sozinho, porém, o papel não faz milagre: ele orienta tom e foco, mas não substitui o contexto.

2. Contexto: o que ela precisa saber

É o bloco que mais falta nos prompts ruins e o que mais melhora o resultado. Inclua quem vai ler, para que serve, o que já foi tentado, os números que importam e o material de base: cole o texto, anexe o PDF, descreva a planilha.

Uma boa regra: quanto mais a resposta depende da sua situação, mais contexto ela pede. Uma pergunta sobre a capital da Austrália não precisa de contexto. Um e-mail para o seu gestor precisa de muito.

3. Tarefa: o que fazer

Use um verbo claro e um resultado que dê para conferir: “reescreva”, “resuma em cinco tópicos”, “compare as três opções”, “liste os riscos”. Se a tarefa tem etapas, numere as etapas.

Se você quer uma coisa, peça uma coisa. Prompts que pedem dez entregas diferentes de uma vez costumam devolver dez entregas medianas.

4. Formato: como entregar

Diga como quer receber: tabela com colunas definidas, lista numerada, três parágrafos, e-mail com assunto, tópicos para colar num slide. Diga também o tamanho (“até 150 palavras”, “uma página”) e o tom.

Formato definido economiza a segunda e a terceira mensagem da conversa, que normalmente são gastas pedindo “mais curto” e “em tópicos”.

5. Restrições: o que evitar

Aqui entram os limites: o que não inventar, o que não prometer, o tom a evitar, o orçamento, o prazo, a regra que precisa ser respeitada.

Prefira dizer o que fazer em vez de só proibir. “Se faltar um dado, escreva não informado” funciona melhor do que “não invente”, porque dá à IA uma saída honesta para a situação em que ela inventaria.

6. Exemplos: mostre como é o bom

Um exemplo vale por um parágrafo de explicação. Se você tem um e-mail que deu certo, um post no tom da sua marca ou uma questão no estilo da banca do seu concurso, cole como referência.

Diga o que deve ser copiado (estrutura, tom, tamanho) e o que não deve (o conteúdo). Essa técnica se chama few-shot, e o guia o que é prompt explica essa e outras técnicas.

Modelo de prompt para copiar

Este é o esqueleto que usamos como ponto de partida. Copie, apague o que não se aplica e preencha o que está entre colchetes. A ordem exata importa pouco; o que importa é a informação estar lá.

Nem todo pedido precisa dos seis blocos. Para uma pergunta rápida, tarefa e contexto bastam. Para qualquer coisa que você vá usar no trabalho, mandar para alguém ou repetir toda semana, vale passar pelos seis.

Modelo de prompt em 6 blocos
Você é [papel: profissão, experiência e jeito de trabalhar].

Contexto:
- Quem sou eu / minha empresa: [...]
- Para quem é o resultado: [...]
- Objetivo: [o que precisa acontecer depois que eu usar a resposta]
- Material de base: [cole o texto, os números ou descreva o arquivo anexado]

Tarefa:
[verbo + o que fazer; se houver etapas, numere]

Formato da resposta:
- [tabela / lista / texto corrido / e-mail]
- [tamanho máximo]
- [tom]

Restrições:
- Use apenas as informações que eu forneci. Se faltar algo essencial, pergunte antes de responder.
- Se um dado não estiver no material que eu forneci, escreva NÃO VERIFICADO em vez de completar por conta própria.
- [outros limites: orçamento, prazo, o que não prometer]

Exemplo de referência (copie o estilo, não o conteúdo):
[cole aqui um exemplo bom]

Exemplos de prompt: 6 reescritas de antes e depois

A melhor forma de enxergar a diferença é comparar. Cada caso abaixo começa com o pedido que quase todo mundo faz e termina com a versão reescrita. Repare que a versão melhor não é mais “inteligente”: ela só carrega a informação que faltava.

Trabalho: cobrar uma aprovação da gestora

Antes: “Escreve um e-mail pedindo para minha chefe aprovar o orçamento.”

O resultado típico é um e-mail longo, formal demais, que leva quatro parágrafos para chegar ao pedido e não diz o que acontece se a aprovação atrasar. Na versão reescrita entram o que está parado e por quê, um pedido de sim ou não, o formato para quem lê no celular e a proibição de inventar números.

Se você reescreve e-mails toda semana, o Reescritor de E-mails Pro já vem com essa estrutura montada.

Depois
Você é um editor de e-mails corporativos que vai direto ao ponto sem soar rude.

Contexto: sou analista de marketing de uma rede de farmácias em Belo Horizonte. Há 9 dias mandei para minha gestora, Carla, o orçamento de R$ 18 mil da campanha de Dia das Mães. A gráfica precisa do pedido fechado até sexta-feira para entregar o material a tempo. Carla é objetiva e lê e-mails pelo celular entre reuniões.

Tarefa: escreva um e-mail cobrando a aprovação.

Formato:
- Assunto com até 50 caracteres.
- O pedido de sim ou não nas duas primeiras linhas.
- No máximo 90 palavras no corpo.
- Tom cordial e direto, sem pedir desculpas por cobrar.

Restrições: use só os fatos acima. Não invente valores, datas nem nomes.

Estudo: revisar genética para o ENEM

Antes: “Me explica genética.”

A resposta vira um capítulo de livro, longo e sem foco no que você erra. A versão reescrita diz o que você já sabe, onde trava, pede questões no formato da prova e, principalmente, proíbe a IA de entregar a resposta antes de você tentar. Estudar com IA rende mais quando ela pergunta e você responde.

Para fixar depois, o Criador de Flashcards de Estudo transforma o conteúdo em cartões de revisão.

Depois
Você é professor de biologia de cursinho pré-vestibular e explica com exemplos do dia a dia.

Contexto: estou no 3º ano e faço o ENEM daqui a 5 semanas. Entendo o que é DNA e gene, mas confundo genótipo com fenótipo e erro questões de probabilidade em cruzamentos.

Tarefa:
1. Explique a 1ª Lei de Mendel em até 200 palavras, com uma analogia.
2. Depois, me faça 5 questões no estilo do ENEM (múltipla escolha, alternativas de A a E), da mais fácil para a mais difícil, uma por vez.

Restrições: não mostre a resposta antes de eu responder. Depois de cada resposta minha, corrija explicando por que cada alternativa está certa ou errada.

Jurídico: cálculo de verbas rescisórias

Antes: “Quanto meu cliente tem a receber de rescisão?”

Sem dados, a IA chuta o salário, ignora a modalidade da dispensa e pode citar uma súmula que não existe ou que já mudou. A versão reescrita entrega os fatos do caso, pede o cálculo com a fórmula à vista, só aceita citação com apoio em fonte indicada e manda perguntar quando faltar dado. Mesmo assim, todo cálculo e toda referência precisam ser conferidos antes de ir para uma peça.

Esse é o tipo de tarefa em que um prompt com o método da área compensa: veja a Planilha de Verbas Rescisórias e Cálculo de Reclamatória, os prompts para advogados e o guia ChatGPT para advogados.

Depois
Você é advogado trabalhista e calculista. Trabalha com fórmula visível e separa o que é certo do que depende de prova.

Contexto: represento o reclamante. Admitido em março de 2022 como auxiliar de logística, dispensado sem justa causa em agosto de 2026, com aviso prévio indenizado. Salário-base de R$ 3.200. Nos últimos 12 meses fez, em média, 20 horas extras por mês, nunca pagas. A empresa pagou apenas o saldo de salário.

Tarefa:
1. Monte uma tabela com as verbas devidas nesta modalidade de dispensa.
2. Calcule cada verba mostrando base de cálculo, fórmula e valor.
3. Liste o que depende de prova e qual prova sustentaria cada pedido.

Formato: tabela com verba, base, fórmula, valor e grau de certeza (alto, médio, baixo).

Restrições:
- Só cite número de súmula, OJ, tese ou processo se ele estiver no material que forneci ou numa fonte que você consultou e indicou. Sem isso, descreva o entendimento e escreva NÃO VERIFICADO.
- Não fixe índice de correção monetária nem juros; marque como ponto a confirmar.
- Se faltar algum dado para um cálculo, pergunte antes de supor.

Dieta: cardápio da semana que cabe no bolso

Antes: “Monta uma dieta pra eu emagrecer.”

A IA costuma chutar calorias, sugerir salmão e quinoa e ignorar a sua rotina. E meta calórica individual é trabalho de nutricionista, não de chatbot. A versão reescrita pede o que a IA faz muito bem (planejar refeições, compras e preparo) dentro do orçamento e das restrições reais da casa, e deixa a prescrição para o profissional.

Veja mais em prompts para dieta, no guia como montar uma dieta com IA e no prompt Cardápio da Semana com Feijão, Arroz e o Preço da Feira.

Depois
Você é um cozinheiro de casa que planeja cardápios práticos e baratos.

Contexto: somos 3 em casa (dois adultos e uma criança de 8 anos), em Recife. Orçamento de R$ 250 por semana para almoço e jantar. Tenho panela de pressão e air fryer. Cozinho no domingo e tenho 20 minutos por refeição nos dias úteis. Ninguém come camarão e minha filha não come peixe. Esta semana estão baratos na feira: macaxeira, abóbora, banana-prata e frango.

Tarefa: monte o cardápio de segunda a domingo, reaproveitando o feijão e o arroz do domingo em pelo menos dois jantares.

Formato:
1. Tabela com dia, refeição, prato e custo estimado por porção.
2. Lista de compras separada por seção do mercado.
3. Ordem de preparo do domingo.

Restrições: não defina calorias nem metas de macronutrientes. Quando não souber um preço, diga que é estimativa.

Marketing: anúncio para uma loja local

Antes: “Cria um anúncio para minha loja de roupas.”

Sai algo como “Estilo que combina com você”, que serviria para qualquer loja do país. A versão reescrita traz público, dor, diferencial e prova, pede ângulos diferentes em vez de trocar palavras da mesma frase e proíbe a urgência falsa.

O Gerador de Variações de Anúncio segue essa lógica para qualquer plataforma; outros prompts de copy estão em marketing.

Depois
Você é redator de anúncios de resposta direta para pequenos negócios.

Contexto: tenho uma loja de moda feminina plus size em Campinas. Vendo pelo Instagram e entrego no mesmo dia na cidade. Público: mulheres de 30 a 55 anos cansadas de não achar calça jeans que sirva. Diferencial: numeração do 46 ao 60 e troca grátis em 30 dias. Prova: nota 4,9 no Google com mais de 300 avaliações.

Tarefa: escreva 6 variações de anúncio para o Instagram, cada uma com um ângulo diferente: dor, desejo, prova social, curiosidade, objeção e urgência real.

Formato: tabela com ângulo, primeira linha (até 125 caracteres), texto principal e chamada para ação.

Restrições: não use urgência falsa como “últimas peças” e não prometa desconto que eu não ofereci. No fim, diga quais duas variações testar primeiro e por quê.

Código: entender um erro no Python

Antes: “Meu código não funciona, arruma.” (seguido de 200 linhas coladas)

A IA reescreve tudo, troca o que funcionava e às vezes introduz um erro novo. A versão reescrita diz o que mudou, mostra a mensagem de erro, cola só o trecho relevante e pede a causa antes da correção.

O Explicador de Causa Raiz de Bugs faz esse diagnóstico de forma estruturada; veja outros em programação.

Depois
Você é desenvolvedor Python sênior e explica a causa raiz antes de propor correção.

Contexto: tenho um script em Python 3.12 que lê com pandas o CSV de vendas exportado do ERP e soma o faturamento por loja. Funcionava até ontem. A única mudança: o ERP passou a exportar os valores com vírgula decimal (1.234,56).

Erro:
ValueError: could not convert string to float: '1.234,56'

Tarefa:
1. Explique a causa provável em até 3 frases.
2. Proponha a correção mínima.
3. Diga como testar a correção.

Restrições: não reescreva o script inteiro e não adicione bibliotecas novas. Se precisar ver mais código, diga qual parte.

Código relevante:
[cole aqui a função que lê o arquivo e soma os valores]

Itere: a primeira resposta é um rascunho

Mesmo um prompt bom raramente acerta tudo de primeira. A diferença entre quem tira proveito da IA e quem desiste está no que acontece na segunda mensagem.

Feedback vago gera ajuste vago. “Melhora isso” obriga a IA a adivinhar de novo. Aponte o trecho, diga o problema e diga o que deve ficar como está.

  • Seja específico: “O segundo parágrafo ficou defensivo. Reescreva só ele e mantenha os números.”
  • Peça alternativas: “Me dê três versões da primeira linha: uma mais direta, uma com pergunta e uma que comece com um dado.”
  • Mude uma coisa por vez: se você trocar tom, tamanho e público na mesma mensagem, não vai saber o que funcionou.
  • Peça uma crítica antes da reescrita: “Liste os três pontos mais fracos deste texto para o público que descrevi. Ainda não reescreva.”
  • Recomece quando a conversa desandar: depois de muitas idas e vindas, a conversa acumula instruções contraditórias. Abra um chat novo e cole um prompt já corrigido com tudo o que você aprendeu.
  • Guarde a versão que funcionou: quando acertar, salve o prompt final. Ele vira o seu modelo da próxima vez.

Peça para a IA fazer perguntas antes de responder

Quando você não sabe direito o que colocar no contexto, inverta o jogo: peça para a IA entrevistar você primeiro. Funciona muito bem em tarefas grandes, como um plano de negócio, uma petição, um cronograma de estudos ou o cardápio de uma família com restrições.

O truque é limitar o número de perguntas e pedir que ela espere as suas respostas. Sem isso, ela faz as perguntas e já responde na sequência, cheia de suposições.

Os prompts do nosso catálogo usam uma versão dessa ideia: quando falta um dado que contaminaria o resultado, eles mandam perguntar em vez de supor. Um dos prompts trabalhistas diz, com todas as letras, que “média inventada contamina toda a planilha”.

Prompt para a IA perguntar primeiro
Quero [objetivo]. Antes de começar, me faça até 5 perguntas sobre o que você precisa saber para fazer isso bem.

Faça uma pergunta por vez e espere a minha resposta antes de passar para a próxima. Quando tiver o suficiente, resuma em tópicos o que entendeu e peça a minha confirmação antes de entregar o resultado.

Como evitar que a IA invente informação

Modelos de linguagem geram o texto mais provável a partir do que receberam. Na maior parte do tempo isso produz respostas corretas, mas às vezes produz algo que soa certo e não existe: uma súmula com o número errado, um estudo que ninguém publicou, um preço desatualizado. Isso se chama alucinação, e nenhum modelo está livre dela.

O prompt não elimina o risco, mas reduz bastante e, principalmente, deixa os erros fáceis de achar:

  • Dê a fonte em vez de pedir que a IA lembre: cole o contrato, a lei, o edital ou o artigo e peça para responder com base apenas nesse material.
  • Autorize o “não sei”: escreva “se a informação não estiver no material ou você não tiver certeza, diga isso”. Sem essa saída, o modelo tende a preencher a lacuna.
  • Diga o que fazer com o dado que falta: “marque como não informado”, “escreva CONFERIR” ou “me pergunte”. É mais eficaz do que só proibir.
  • Peça fontes e abra cada uma: uma citação que você não conferiu vale tanto quanto nenhuma.
  • Separe fato de inferência: peça para a IA marcar o que veio do seu material e o que é dedução dela.
  • Use a busca na web para assuntos que mudam rápido: preços, leis recentes e notícias pedem uma IA com pesquisa ativada e, mesmo assim, conferência na fonte.
  • Desconfie de números redondos e citações perfeitas: são os erros mais convincentes.

Como os prompts profissionais tratam isso

Nos prompts de Os Melhores Prompts, precisão é regra escrita, não sugestão. O Resumidor de Atas de Reunião instrui a IA a não inventar um responsável ou um prazo que ninguém mencionou e a marcar esses campos como “não definido”. Os prompts jurídicos vão além: mandam descrever o entendimento com as próprias palavras quando falta a referência exata, em vez de arriscar um número de súmula, tese ou processo, e marcar como RECONFERIR tudo o que muda com o tempo, como índices de correção. Nenhuma dessas regras garante acerto, mas todas deixam o erro mais fácil de achar.

Copie essa lógica: diga o que não pode ser inventado e o que a IA deve fazer no lugar. O trecho abaixo funciona no fim de quase qualquer prompt.

Regras de precisão para colar no fim do prompt
Regras de precisão:
- Use apenas o material que eu forneci e as fontes que você consultar nesta conversa, indicando cada uma.
- Toda afirmação de fato (nome, número, data, lei, estudo ou citação) precisa de apoio nesse material ou numa fonte indicada. Sem apoio, escreva [NÃO VERIFICADO] ao lado.
- Não invente nomes, números, datas, leis, estudos ou citações.
- Quando faltar um dado, escreva [NÃO INFORMADO] e continue.
- No fim, liste tudo o que eu preciso verificar antes de usar esta resposta.

Templates e variáveis: escreva uma vez, use sempre

Se você faz a mesma tarefa toda semana (o relatório de segunda, a resposta para cliente, o plano de aula), não reescreva o prompt do zero. Transforme a versão que deu certo num template: a parte fixa fica igual e o que muda vira variável.

Nos prompts de Os Melhores Prompts, as variáveis aparecem entre chaves duplas, como {{goal}} (objetivo) ou {{tone}} (tom). É uma convenção simples: você enxerga na hora o que precisa preencher, e nada fica esquecido. Onde guardar os seus templates:

  • No ChatGPT: em projetos, com instruções próprias, ou nas instruções personalizadas, para regras que valem em toda conversa. Veja como usar o ChatGPT.
  • No Claude: em projetos, com instruções e arquivos de referência. Veja como usar o Claude.
  • No Gemini: em Gems, assistentes personalizados com instruções fixas. Veja como usar o Gemini.
  • Fora da IA: num documento ou app de notas, organizado por tarefa, para colar em qualquer ferramenta.
Template com variáveis
Você é especialista em atendimento ao cliente de {{tipo_de_negocio}}.

Responda à mensagem abaixo nesta ordem: reconhecer o problema, responder, dizer o próximo passo.

- Mensagem do cliente: {{mensagem}}
- O que eu posso oferecer: {{o_que_posso_oferecer}}
- Tom: {{tom}}

Não prometa nada além do que está em "o que eu posso oferecer". Se faltar informação para resolver, escreva só a pergunta que eu devo fazer ao cliente.

Técnicas de prompt que fazem diferença

Há muita técnica com nome em inglês por aí. Estas são as que mais mudam o resultado no uso do dia a dia:

  • Separe instrução de material: cole textos longos entre marcadores claros, como três aspas ou tags (veja o exemplo abaixo), e diga que o conteúdo marcado é material de leitura. Assim a IA não confunde o que é para ler com o que é para fazer.
  • Peça o plano antes da execução: em tarefas longas, peça primeiro o esboço ou o índice, ajuste e só então peça o texto completo.
  • Divida tarefas grandes em etapas: em vez de um prompt gigante, faça uma sequência (levantar pontos, organizar, escrever, revisar) em que cada etapa usa a saída da anterior. É o que se chama de cadeia de prompts.
  • Mostre exemplos: dois ou três exemplos do que você quer ensinam formato e tom melhor do que qualquer adjetivo.
  • Peça uma revisão contra critérios: “Confira se a sua resposta cumpre as restrições 1, 2 e 3 e corrija o que não cumprir.”
  • Diga o tamanho em números: “curto” significa coisas diferentes para cada pessoa; “até 120 palavras”, não.
  • Não precisa pedir “pense passo a passo” em modelos de raciocínio: os modelos que raciocinam antes de responder já fazem isso. Neles, rende mais descrever bem o problema e o que é uma boa resposta.
  • Escreva em português: os assistentes atuais entendem bem pedidos em português. Não é preciso traduzir o prompt para o inglês.
Separando instrução e material
Analise o contrato abaixo e liste as cláusulas que criam multa ou obrigação de exclusividade para o contratante.

Responda em tabela: número da cláusula, o que ela diz em linguagem simples e risco (alto, médio ou baixo).

<contrato>
[cole o contrato aqui]
</contrato>

Erros comuns ao fazer prompt

  • Pedir sem contexto: “faça um post sobre o meu produto” sem dizer qual produto, para quem e onde vai ser publicado.
  • Pedir tudo de uma vez: plano de marketing, nome da marca, site e calendário de posts no mesmo prompt.
  • Usar adjetivos no lugar de critérios: “criativo”, “profissional” e “impactante” não dizem nada. Diga o que é bom: “a primeira linha tem uma pergunta”, “sem jargão”, “cita um número”.
  • Colar material sem dizer o que fazer com ele: um PDF de 40 páginas e a palavra “resume” geram um resumo genérico. Diga para que é o resumo e o que não pode faltar.
  • Aceitar a primeira resposta: ela é rascunho. Uma ou duas rodadas de ajuste resolvem a maior parte dos problemas.
  • Confiar em número e citação sem conferir: principalmente em direito, saúde, finanças e impostos.
  • Colar dados pessoais de terceiros: CPF, informações de saúde, dados de clientes. Veja antes as configurações de privacidade da ferramenta e as regras da LGPD; na dúvida, retire nomes e qualquer detalhe que identifique a pessoa, ou não cole.
  • Copiar “prompts mágicos” sem adaptar: listas genéricas da internet funcionam mal porque não têm o seu contexto. Use como ponto de partida, nunca como resposta pronta.

Muda alguma coisa no ChatGPT, no Claude ou no Gemini?

Pouco. Um prompt claro, com contexto e formato definidos, funciona bem nos três, e é por isso que os prompts do nosso catálogo são escritos para rodar em mais de um modelo.

As diferenças estão mais nas ferramentas em volta do que na escrita: onde guardar instruções fixas, como anexar arquivos, se a busca na web está ativada, quais limites valem no seu plano. Os guias como usar o ChatGPT, como usar o Claude e como usar o Gemini mostram isso ferramenta por ferramenta.

Um hábito útil quando o resultado importa: rode o mesmo prompt em dois assistentes e compare. Em pouco tempo você descobre qual vai melhor no seu tipo de tarefa.

Quando vale usar um prompt pronto

Escrever o próprio prompt é ótimo para tarefas únicas. Um prompt pronto, escrito com o método da área, compensa em quatro situações:

  • Quando o erro custa caro: cálculo trabalhista, contrato, cardápio para quem tem restrição alimentar. Um bom prompt de área já traz instruções sobre o que não pode ser inventado e os avisos da área. Instrução não é garantia: o resultado continua precisando de conferência.
  • Quando você não domina o assunto: o prompt traz o método da tarefa, como a ordem das perguntas numa call de vendas ou as etapas de um plano de aula.
  • Quando a tarefa se repete: você preenche as variáveis e recebe sempre o mesmo formato.
  • Quando o time precisa de padrão: todo mundo usa a mesma estrutura de resposta ao cliente, de ata ou de proposta.

Como são os prompts do catálogo

Cada prompt de Os Melhores Prompts tem duas partes: as instruções do prompt (o bloco que, em linguagem técnica, se chama system), com papel, método em etapas e restrições explícitas, e o pedido, com as variáveis que você preenche. Todo prompt publicado passa pelos critérios editoriais descritos em Sobre. Você compra uma vez, encontra em Meus prompts e usa no assistente que preferir; a página de cada prompt mostra para quais ferramentas ele foi escrito.

Comece pelos prompts para advogados, pelos prompts para dieta ou explore o catálogo completo.

Perguntas frequentes

Qual é a estrutura de um bom prompt?

Um bom prompt costuma ter seis blocos: papel (quem a IA deve ser), contexto (a sua situação), tarefa (o que fazer), formato (como entregar), restrições (o que evitar) e exemplos (como é um resultado bom). Para pedidos simples, tarefa, contexto e formato já resolvem.

Como fazer um prompt para o ChatGPT?

Escreva como um briefing para um profissional: quem você é, para quem é o resultado, o que precisa, em que formato e com quais limites. Depois ajuste com uma ou duas mensagens. O mesmo vale para o Claude e o Gemini. Veja também como usar o ChatGPT.

Prompt longo é melhor do que prompt curto?

Não necessariamente. O prompt precisa ter toda a informação relevante e nada além disso. Três linhas com o contexto certo vencem trinta linhas cheias de adjetivos. Para tarefas complexas ou que se repetem, prompts mais longos e estruturados costumam funcionar melhor.

Preciso escrever o prompt em inglês?

Não. ChatGPT, Claude e Gemini entendem bem pedidos em português. Escreva no idioma em que você quer a resposta e, se precisar do resultado em outra língua, diga isso no formato.

Como fazer a IA parar de inventar informação?

Dê o material de base, autorize a IA a dizer que não sabe, diga o que fazer quando faltar um dado (por exemplo, marcar como não informado) e peça fontes para conferir. Nenhuma técnica zera o risco, então revise tudo o que for usar em decisões importantes.

O que é engenharia de prompt?

É a prática de escrever, testar e melhorar instruções para obter resultados consistentes de modelos de IA. No dia a dia, significa dar contexto, definir formato e iterar. Em empresas, inclui prompts de sistema, testes e avaliação. O guia o que é prompt explica os conceitos básicos.

Existe um prompt perfeito?

Não existe um prompt perfeito para tudo, porque o melhor prompt depende do seu contexto. Existe o prompt certo para uma tarefa específica, e ele costuma nascer de duas ou três rodadas de ajuste.

Vale a pena usar um prompt pronto?

Vale quando a tarefa se repete, quando o erro custa caro ou quando você não domina o assunto: um prompt profissional já vem com método, restrições e formato definidos. Para pedidos rápidos e únicos, escrever o seu costuma bastar.

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